quinta-feira, 10 de abril de 2014

Noé

Quem é Noé? Todos responderão de pronto: "O homem que construiu a arca e salvou os animais do dilúvio!" Sim! Esse é o Noé! E no filme é diferente? Não nesse aspecto. Noé vai construir uma arca e vai salvar os animais do dilúvio! Mas o filme não é só isso e, para muitos, será um incômodo ver tanta coisa diferente do que lemos na Bíblia. O que o diretor (ou o roteirista) fez foi mesclar a história bíblica com alguns documentos apócrifos, como o livro de Enoque. Quem conhece a Bíblia, vai reconhecer o que consta no livro de Gênesis e o que não consta, mas não que esse conhecimento, ou falta dele, atrapalhe sua interpretação.
Muitas coisas me incomodaram, de fato, mas minha fé não se abala com qualquer coisa. Entendo que o filme não é uma cópia da Bíblia, mas uma livre interpretação e adaptação de um conto bastante famoso a todos, cristãos ou não!
O que o filme mostra, e muito bem, é a condição humana, a eterna luta entre o bem e o mal que travamos todos os dias dentro de nós mesmos. Nossos julgamentos, atitudes, preocupações e missões... O que faríamos no lugar de Noé? Acho que muitos sairão do cinema com essa impressão. Cenas chocantes de como a criação divina estava corrompida, são um retrato do mal que assola nossos semelhantes deste o início de tudo.
Os símbolos bíblicos recuperados, como a pomba com o raminho de oliveria e o arco-íris, são mostrados de forma bastante singela e poética.
Para encerrar, o filme (se visto como apenas isso) é muito bom, bem produzido, bem editado, com ótimos efeitos e atuaçãos incríveis. E deve ser visto assim mesmo, afinal, é só um filme! Mas se você tem facilidade de se abalar com as coisas e, por qualquer motivo, quer questionar Deus... aconselho que não veja!

P.S.: Pra esse filme em especial, não quis escrever sinopse!

quinta-feira, 13 de março de 2014

300 - A Ascensão do Império

Bela fotografia e ótimos efeitos visuais, especiais e sonoros... assim como no primeiro filme da série, mas... nos demais quesitos a continuação de 300 deixa bastante a desejar. O herói Temístocles não tem metade da força e carisma de Leônidas e os atenienses não são exímios lutadores como os espartanos. O história do filme se passa, em sua maioria, na mesma época do primeiro, assim: enquanto Leônidas e os bravos 300 de Esparta lutavam contra Xerxes, Temístocles e o exércitos dos demais gregos lutavam no Egeu contra Artemísia e sua frota persa. Não direi que o filme não é bom, pois ele é sim, mas quem é fã do Leônidas e cia (como eu) vai sentir falta das boas cenas de batalha e das táticas de guerra espartanas.
Atores do primeiro filme estão lá como: David Whenham, Rodrigo Santoro e Lena Headey e são eles que dão destaque ao longa.
Recomendo que assistam e tirem suas conclusões, se não assistiram ao primeiro filme não vão entender muita coisa. Mas estreou a pouco tempo, então... Dá tempo! Assistam ao primeiro e vão ao cinema assistir a continuação.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sem escalas

Sempre me incomodou o fato de transformarem meu querido ator de drama Liam Neeson em um super astro violento de filmes de ação... Mas ele é ótimo em tudo que faz e eu virei fã de seus filmes de ação também! "Sem escalas" é um suspense eletrizante que deixará você preso a poltrona do cinema e com os olhinhos bem abertos para não perder um lance.
"Um árabe, um negro, uma loira burra e um policial entram em um avião. Parece início de piada, mas é apenas o começo de Sem Escalas, suspense que brinca com os clichês do cinema de ação para cutucar (um pouco) o modo de pensar norte-americano. No caso, um avião está repleto de estereótipos de pessoas suspeitas – o árabe é visto como potencial terrorista, o negro é visto como potencial arruaceiro, a loira gostosa, como potencial manipuladora etc. – e começam a acontecer assassinatos. Como em um livro de Agatha Christie, cabe ao espectador responder a uma única questão: quem foi?" (Texto do site Adoro Cinema).
Bill (Liam Neeson) é um ex-policial que agora trabalha como agente aéreo, mas não inspira muita confiança devido ao problema com álcool. Com o avião no ar, ele começa a receber ameaças, pelo celular, de um dos passageiros que exige 150 milhões de dólares para não começar a matar pessoas no avião. Até que se descobre que a conta é no nome do próprio Bill e ele tem que, além de salvar os passageiros, provar sua inocência.
A cada 5 minutos de filme sua opinião sobre quem é o criminoso irá mudar, todos são suspeitos e todos podem ser inocentes. Você pode descobrir alguns de seus preconceitos mais profundos... Todo o tempo é de tensão, cada crime é um novo inicio de drama e o suspense só aumenta.
O filme também conta com Julianne Moore e Lupita Nyong'o no elenco.

Robocop

Alex Murphy está de volta (para nossa alegria), herói nos anos 80, conquistou milhares de fãs pelo mundo e em 2014 retorna com  mais efeitos especiais e truques tecnológicos! O filme conta a história de nosso herói ciborgue desde o início, quando Murphy sofre o acidente que o deixa com o corpo parcialmente destruído, tornando-o apto para o experiência dos novos policiais robôs! Grande elenco contando com nomes como, Michael Keaton, Gary Oldman e Samuel L. Jackson; e dirigido pelo brasileiro José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2), o filme tem um ótimo roteiro, os efeitos são ótimos e algumas cenas de cunho bastante naturalista (Murphy sem armadura, por exemplo) ficarão na nossa mente por muito tempo. No papel principal temos Joel Kinnaman, que coube direitinho no papel, mas não me fez esquecer o querido Peter Weller (Robocop dos anos 80). O que mais me agradou no novo Robocop, foi o questão humana que em nenhum momento é deixada de fora, a porção orgânica de Murphy, apesar de fragilizada, consegue ser mais forte do que toda aquela parafernalha metálica e digital que o compõe!
O filme tem um lado bastante crítico sobre como os EUA sempre querem se enfiar onde não são chamados e acham que o mundo inteiro precisa deles, essa crítica é feita de maneira bastante bem humorada através do personagem Pat Novak (Jackson).
Quem é fã dos outros filmes de Robocop (com exceção do terceiro que foi trash), com certeza vai gostar dessa nova versão; a mesma trilha sonora está lá (me arrepiei toda quando ouvi a musiquinha) e o novo Alex Murphy é quase tão cativante quanto o antigo!

Ela

Como serão as relações amorosas em um futuro bem próximo? O que o seu smartphone significa para você? Quem são seus amigos? O que você faz quando está sozinho? Estes questionamentos são o centro temático do filme "Ela"! O filme se passa em uma época de tecnologia bastante avançada no ramo dos celulares, mas as relações humanas estão por um fio.
Theodore (Joaquim Phoenix) está se divorciando e vive sozinho, trabalha escrevendo cartas para terceiros (o que é contado no filme de maneira bastante interessante) e costuma tentar curar sua solidão em salas de bate-papo para maiores. Quando descobre que há uma nova tecnologia de sistemas operacionais com inteligência artificial para celulares, o OS, Theodore resolve comprar essa tecnologia para seu aparelho, então, a voz feminina Samantha (Scarlett Johansson) passa a ser sua companheira durante todo o dia, o tempo todo. Os dois se apaixonam e... Você tem que assistir ao filme, pois não estou aqui para contar o final não é?!
Apesar de ser um drama de ficção científica com bastante tecnologia, o filme tem fotografia e figurino bem retrôs, o que nos faz lembrar o tempo todo de como a história é realmente cíclica e as coisas ficam se repetindo através dos tempos. O drama de Theodore é cativante e a atuação de Joaquim e Scarlett são primorosas! O filme ainda conta com 03 estrelas femininas no elenco: Amy Adams, Olivia Wilde e Rooney Mara.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Caçadores de obras-primas

A Segunda Guerra Mundial contada de um ponto de vista diferente e até inédito (pelo menos para mim) é o que encontraremos em "Caçadores de obras-primas"! O filme é baseado em um livro e conta a história de um grupo, liderado pelo Capitão Stokes, que decide salvar as obras de arte que eram roubadas pelos alemães durante o regime nazista.
Grande elenco, formado por George Clooney (atua e dirige), Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Cate Blancht e, o sorriso mais lindo da França, Jean Dujardin, nos brindam com atuações limpas e agradáveis de se ver! Os amantes das artes vão amar! O filme nos leva a meditar sobre um fato histórico bastante importante e também vemos que os crimes de Hitler eram incontáveis e inacreditáveis, ele queria acabar com toda nossa história, nossa cultura... É bom que todos tomem conhecimento para que erros como aquele não se repitam nunca.
Conhecer esses heróis tão improváveis é interessante, pois saber que aqueles homens dedicaram suas vidas para que hoje nós tivéssemos conhecimento do nosso passado artístico e cultural e gratificante!


domingo, 2 de fevereiro de 2014

47 Ronins

O novo longa estrelado pelo ator Keanu Reeves, 47 Ronins, estreou na última sexta-feira (31/01) nos cinemas brasileiros. O longa baseado em uma famosa lenda japonesa, conta a história dos bravos 47 ronins (samurais sem mestre) que decidem vingar a morte de seu mestre, desafiando assim as ordens do shogun. Como todo filme sobre a cultura oriental, o filme tem uma fotografia belíssima (as cenas gravadas em Ako são lindas), figurino impecável e ensinamentos sobre honra e respeito. Mas, como os americanos não gostam de ler legendas e não respeitam a cultura alheia, infelizmente o idioma do filme não é o japonês (o que deixaria o filme ainda mais belo).
Um elenco de atores japoneses fazem um espetáculo a parte em suas atuações: Hiroyuki Sanada (Wolverine e O Último Samurai), Tadanobu Asano (Thor e Battleship) e Cary, Hiroyuki Tagawa (o eterno Shang Tsung de Mortal Kombat). Sanada vive o personagem Oishi, um honrado samurai que, muitas vezes, faz com que Kai (Keanu Reeves) seja apenas um coadjuvante. Keanu está lá, com seu andar desengonçado e voz engraçada, mas faz seu trabalho bem feito e... todos nós gostamos dele mesmo! As mulheres também tem destaque e belos papéis no longa: Ko Shibasaki (que faz par romântico com Keanu apesar da falta de química) e Rinko Kikuchi (Círculo de Fogo) no papel de uma poderosa feiticeira.
Bem dirigido e com cenas tão lindas de se guardar na memória (as de seppuku são poéticas), 47 Ronins cumpre seu dever de entreter o público e vale o ingresso e uma pipoquinha, mas talvez os telespectadores mais "desavisados" não percebam a poesia que existe nele.